sexta-feira, 20 de maio de 2016

Não pareça um juiz cristão

Recentemente li um livro do Charles Swindoll - Semelhantes a Jesus - onde ele nos direciona a alcançar uma vida cada vez mais parecida à do nosso Mestre.


Em muitas das vezes que reconhecemos um erro nosso e temos a revelação de como mudar isso, nasce um grande desejo de contar para as pessoas a revelação que temos recebido, de como devemos ser, mas não enfatizamos que isso se aplica primeiramente a nós, que somos tão pecadoras quanto elas. Então nossas palavras acabam soando como julgamento.


Neste livro aprendi que, antes de ensinar um princípio a alguém, precisamos provar que esse princípio foi aplicado na nossa vida e surtiu resultado, pois não basta aprendermos a lição para então julgar o outro. É preciso aplicá-la e provar que ela é eficaz.


Muito daquilo que aprendemos e decidimos aplicar em nós, se perde no tempo. Com isso nós continuamos vivendo uma vida sem transformação por falta de disciplina. Mas no calor do momento, por conhecer uma nova informação que pode nos mudar completamente, julgamos todos aqueles que ainda não a conhecem. E no fim nos encontramos no mesmo barco que o nosso irmão.


Só após aplicarmos um princípio bíblico em nossa vida e os frutos se tornarem visíveis é que teremos moral para apontar um erro do irmão e auxiliá-lo, contando nossa experiência da vitória sobre o mesmo erro.


Por que reparas tu o cisco no olho de teu irmão, mas não percebes a viga que está no teu próprio olho? Mt 7.3



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