Em pleno século XXI quando o termo AMOR já deveria ser experiência vivida e compreendida por todos os seres humanos, vemos que o termo têm se perdido em seu contexto verdadeiro e puro. Se antes um casamento vivia em torno do amor, hoje em dia apenas o início dele, ou até mesmo restritamente o início de um namoro gira em torno da PAIXÃO, e não é por acaso que está escrito que a maldade se espalharia tanto que o amor de muitos se esfriaria (Mt 24.12 - Bíblia NTLH). E ainda muitos carregam a dúvida do significado entre AMOR e PAIXÃO.
Paixão - fogo abrasador que não te permite ficar um segundo longe da pessoa amada sem que exista um forte sentimento de saudade e desejo de estar perto. Paixão tem mais a ver com atração física. Mas ela só basta para se viver o resto de uma vida? E quando a velhice chegar e o corpo não puder mais responder aos desejos carnais e a beleza desaparecer entre as dobras no rosto e das mãos? E quando o vigor e o senso de brincadeiras não estiver mais presente e o seu parceiro não puder mais pegá-la no colo ou brincar de pega-pega no campo do bairro, correr pela areia da praia durante a noite fria em que sua pele não suportará mais a brisa gelada que vem do mar? O que vai sobrar se você acredita que isso é amor? Quer dizer que quando a idade chegar o amor acabará? Não. Amor não é isso!
Talvez você não concorde comigo neste exato momento, e eu mesma demorei para concordar com o fato de que amor é apenas compromisso, compromisso de parceria, promessa de união e fidelidade "até que a morte nos separe". Pergunte a pelo menos três casais que estejam casados há mais de 15 anos e pergunte se ainda existe aquela paixão que faz o coração bater mais forte quando a hora de seu "amor " chegar está se aproximando, ou se a boca ainda seca e as mãos suam na presença de seu parceiro. A resposta será: "NÃO", ou "NÃO MAIS COMO ANTES". Então o que sobrou após 15 anos? Há ainda algum sentimento? Se não é sentimento de paixão, qual é esse sentimento?
O êxtase do início de um relacionamento raramente é conservado puramente em sua essência pelo resto de um relacionamento eterno enquanto há vida. Não se engane. Cultive no início do relacionamento aquilo que vai durar pra vida toda: o compromisso.
Amar é se comprometer a estar do lado da pessoa independente de saúde ou doença, de prosperidade ou miséria, de fartura ou fome... é se comprometer a viver uma parceria de fidelidade mútua. Mesmo que acabe a paixão, você "assinou um contrato" de amar, e amará enquanto for fiel a esse contrato. E onde é que a paixão entra nisso??
A PAIXÃO é a iniciação para o amor, ela "puxa" o amor para o relacionamento, que se torna mais forte que ela própria e não se desfaz quando ela se vai. A paixão é muito importante, bem como a afinidade de interesses e objetivos de vida entre duas pessoas, pois são eles que iniciarão uma história de amor num relacionamento que se tornará eterno.
Logo, paixão é o sentimento e amor é mais que isso, é compromisso. Eu acredito no amor e considero o fato da paixão ser uma grande aliada para alcançá-lo. Se minhas afinidades estão se encaixando com as do meu pretendido, ele possui as qualidades que eu aprecio em um homem, nós começamos a namorar e o fogo da paixão passa a surgir, o que me resta é assumir o compromisso de amá-lo e respeitá-lo, ou seja, o que me resta é fazer a aliança de fidelidade, comprometimento e parceria "até que a morte nos separe".
Você deve estar se perguntando: "Mas será que é simples assim?" Não, não é. A teoria sempre é simples, mas o difícil é colocar em prática a vivência de um compromisso e fidelidade entre duas pessoas e manter o pensamento de parceria, se comprometendo, a cada dia, a amar.
Defendo a idéia de que amar é uma decisão, e não um simples sentimento ou estado de espírito que vem e vai, tornando-se capaz de desaparecer no em meio aos devaneios, diferenças e desentendimentos entre pessoas diferentes.
E chega por aqui. Se eu for entrar a fundo no tema eu não páro de escrever hoje (rsrsrsrs).
Beijos pessoal e até a próxima!!!
Bruna Salvi Fernandes